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Tratamentos para dependentes de álcool e drogas:

Tratamentos para dependentes de álcool e drogas:

Por que tratar? A Dependência Química é uma doença que afeta tanto o próprio dependente como seus familiares, com repercussões sociais, profissionais e emocionais para ambos. Ficam expostos a situações, como acidentes de trânsito, brigas e agressões, negligências às crianças, desemprego, dependência e/ou dificuldades financeiras, abandono, criminalidade, outras doenças variadas (AIDS, hepatites, infartos, derrames), perdas transitórias ou permanentes da capacidade de raciocínio (ex: demências). Enfim, provoca desagregamento e adoecimento de toda a família.

Quem tratar? O dependente químico não é o único que necessita de orientação e tratamento. A família também deve entender como esta doença se manifesta dentro das relações familiares. Muitos familiares passam anos “fazendo de tudo”, esforçando-se ao máximo para ajudar, mas, no entanto, sem saber, ficam apenas alimentando e mantendo os diversos ciclos de recaídas, arrependimentos e novas promessas.

Nem sempre o dependente químico manifesta vontade de buscar ajuda. Algumas vezes nem acredita que tem um problema, faz uso de álcool e drogas “apenas socialmente” ou para “aproveitar, só às vezes, se quiser eu paro de usar”. Outros mantém a dúvida se realmente têm um problema que está fora do seu controle, ficando por muito tempo pensando em parar. Às vezes realmente tentam e “param” sozinhos por algum tempo, mas como desconhecem o que faz com que voltem a usar o álcool e as drogas, têm repetidas recaídas.

 Como começar? O primeiro passo é procurar ajuda de um profissional. É preciso orientação sobre o que é esta doença, qual o papel de cada um no tratamento, como ajudar de fato, como facilitar que o “paciente” venha à consulta e, principalmente, que mantenha um tratamento de recuperação.

O que é o tratamento? O tratamento em dependência química visa à recuperação, ou seja, que a pessoa consiga manter-se sem usar as substâncias (em termos técnicos, é a manutenção da abstinência), readquirindo novamente as capacidades que perdera, e afastando-se das diversas exposições aos riscos que esta doença trás. Cada paciente deverá ter avaliado qual o melhor tipo de tratamento indicado para sua situação.

Enfim, como é feito o tratamento na Clínica Pinel? São diversas abordagens possíveis. Em uma primeira etapa, deve-se ter como meta ajudar o paciente e a sua família perceber os malefícios que a doença trás para todos. A partir de então é que parte-se para uma fase de desintoxicação. A desintoxicação ainda não é o tratamento em si, mas ela começa a abrir a possibilidade de que o paciente consiga dar inicio a um tratamento. A desintoxicação possibilita que o paciente reduza ansiedade, impulsividade e, principalmente, retome sua capacidade de reflexão para tomadas de decisões. Algumas vezes esta fase não pode ser feita no consultório, por uma série de razões: necessidade de monitorização e tratamento de sintomas intensos de retirada da droga e do álcool (síndrome de abstinência) e problemas médicos que podem acompanhar a parada do uso da droga (crises hipertensivas, tremor, convulsão, confusão mental e sintomas delirantes), uso muito freqüente e compulsivo da droga, paciente resistente ao tratamento que esteja se expondo a riscos importantes. Nestes casos, pode estar indicada a internação hospitalar programada.

            Hoje em dia, sabe-se que diversas doenças não tratadas contribuem para a busca do uso de álcool e droga e dificultam o tratamento (as co-morbidades mais comuns são ansiedade, depressão, bipolaridade, déficit de atenção e hiperatividade, fobia social, etc). O diagnóstico destas doenças só pode ser realizado após o período de desintoxicação. Na Clínica Pinel chamamos esta primeira etapa de internação de PAD (Programa de Avaliação e Desintoxicação). É nesse período que podemos iniciar o uso de medicações, quando indicado. Não existe medicação específica para dependência química , mas  há medicamentos  que auxiliam  na manutenção da abstinência, tratando as co-morbidades e  reduzindo a vontade compulsiva pelo uso (fissura). Porém é importante ressaltar que não são todos os pacientes que necessitam de medicamentos.

            Uma segunda etapa é o Programa de Prevenção a Recaídas. Através de grupos, reuniões e seminários orientados por médicos, psicólogos e Consultores em Dependência Química os pacientes vão fazendo uma avaliação profunda das suas dificuldades e seu histórico de adoecimento e vão conhecendo o que é, e como se manifesta esta doença chamada dependência química. A partir de então terão maior capacidade de reconhecer como é o seu próprio processo de recaída, podendo elaborar um plano de continuação do tratamento após a alta, aumentando os cuidados e fortalecendo a prevenção.

            Após a alta o tratamento continua também em abordagens individualizadas. São diversas opções: atendimento psiquiátrico em consultório, psicoterapia individual, terapia de família, grupos de prevenção de recaídas, grupos de Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, atividades de voluntariado, comunidades terapêuticas, entre outras.

 

Pedro Alvarez Jakobson é Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta (CRM-RS 27299).

Graduação em Medicina pela PUCRS.

Especialista em Medicina Interna pelo Hospital de Clínicas HCPA - UFRGS.

Especialista em Psiquiatria pelo Hospital de Clínicas HCPA - UFRGS e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Especialista em Psicoterapia de Orientação Analítica pelo CELG - HCPA- UFRGS, reconhecido pelo MEC.

Membro Efetivo do Corpo Clínico da Clínica Pinel - Porto Alegre.